Revista Apotheke Abre Chamada de Artigos para Seção Temática sobre Cor e Tempo em Parceria com a USP

Logo Revista Apotheke

A Revista Apotheke anunciou o início de um novo ciclo editorial para 2026, marcado pela transição para o modelo de fluxo contínuo de publicação. A mudança visa dar mais agilidade à divulgação científica, mas a revista manterá o formato de seções temáticas com prazos específicos para submissão.

Para inaugurar este novo volume, a publicação firmou uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP), trazendo o artista e professor Marco Giannotti (ECA-USP) como organizador convidado, ao lado da professora Jociele Lampert (UDESC).

Foco na Interdisciplinaridade

A seção temática, intitulada "Cor e Tempo", busca reunir investigações que explorem o entrelaçamento desses dois elementos sob diversas perspectivas. O objetivo é criar um espaço de diálogo entre diferentes linguagens, abordagens teóricas e práticas, tanto no campo das artes quanto no da docência.

Orientações para Autores

A chamada é aberta a autores e autoras que desenvolvam pesquisas de caráter interdisciplinar. Espera-se que as contribuições reflitam sobre como a percepção e o uso da cor se transformam através do tempo, ou como a temporalidade é construída por meio das relações cromáticas na arte e na educação.

Fluxo contínuo para a seção geral em 2026.

Para mais informações, acessemhttps://revistas.udesc.br/index.php/apotheke/announcement/view/557

Revista Mundos do Trabalho abre chamada para dossiê sobre a influência do Catolicismo no movimento operário

Capa Mundos do Trabalho

A revista científica Mundos do Trabalho anunciou a abertura de submissões para o seu Volume 18 (2026), que trará como tema central o dossiê "Catolicismo(s) nos mundos do trabalho". A iniciativa busca aprofundar o debate sobre as complexas conexões entre a fé católica e as dinâmicas laborais nos séculos XIX e XX.

Sob a organização de Daniel McDonald (University of Oxford) e Larissa R. Corrêa (PUC-Rio), a proposta surge em um momento de transformação do cenário religioso na América Latina. Embora o número de fiéis católicos tenha apresentado queda nas últimas décadas, os organizadores ressaltam que o catolicismo, especialmente em sua vertente progressista, foi um dos pilares mais influentes na história da organização da classe trabalhadora.

Ementa

A proposta deste dossiê é reunir estudos dedicados a compreender as relações entre religião e os mundos do trabalho, com foco específico no catolicismo, entre os séculos XIX e XX. É fato que o número de fiéis vem caindo acentuadamente no Brasil e em toda a América Latina ao longo das últimas décadas. Todavia, pode-se afirmar que o catolicismo de viés progressista representou uma das religiões mais influentes na história da organização da classe trabalhadora, embora não se possa negar a importância de outras crenças, como o protestantismo, judaísmo e as religiões de matriz africana. Temos interesse em explorar os entrelaçamentos entre o catolicismo e as relações de trabalho, seja no campo ou nas áreas urbanas, de modo a investigar como os/as trabalhadores foram capazes de comprometer-se com o catolicismo de acordo com as suas próprias experiências de trabalho e seus interesses, possibilitando novas interpretações sobre a doutrina social cristã a partir de uma “história vista de baixo”. Não menos importante é aprofundar o conhecimento sobre a influência da religião católica na organização da classe trabalhadora, assim como na montagem da legislação trabalhista e na criação de redes e entidades transnacionais. Por outro lado, o dossiê pretende também abarcar pesquisas que abordem a influência dos movimentos católicos conservadores voltados à contenção da organização da classe trabalhadora e das políticas sociais redistributivas e democráticas.

Uma História "Vista de Baixo"

O objetivo principal do dossiê é explorar como os trabalhadores e trabalhadoras, tanto no campo quanto na cidade, interpretaram a doutrina social cristã a partir de suas próprias vivências e interesses. A chamada convida pesquisadores a investigar não apenas a influência institucional da Igreja, mas também:

  • Catolicismo e organizações da classe trabalhadora (associativismo, sindicalismo e internacionalismo);
  • Catolicismo e movimentos sociais com foco nas ações dos trabalhadores;
  • Catolicismo e relações de trabalho: espacialidade, redes de sociabilidade e de solidariedade, circulação de ideias e agentes sociais;
  • Igreja Católica e ideias distributivistas, leis e direitos trabalhistas;
  • Movimentos e lideranças católicas anticomunistas voltadas para a organização da classe trabalhadora em processos históricos de autoritarismo;
  • Comunidades operárias e catolicismo;
  • Catolicismo, trabalho e relações de gênero;
  • As influências do catolicismo e de outras religiões na formação da classe trabalhadora nas zonas rurais e urbanas;
  • Catolicismo, política e mundos do trabalho.

Além do foco no catolicismo, o dossiê mantém-se aberto a estudos que dialoguem com outras crenças, como o protestantismo, o judaísmo e as religiões de matriz africana, reconhecendo a pluralidade na formação da classe trabalhadora.

Eixos Temáticos e Prazos

Os interessados podem submeter artigos que transitem por temas como o sindicalismo católico, a atuação da Igreja em regimes autoritários, o anticomunismo no meio operário e as ideias distributivistas que moldaram direitos trabalhistas.

Os pesquisadores têm até o dia 17 de agosto de 2026 para enviar seus textos originais através do sistema da revista. A publicação representa uma oportunidade crucial para dar visibilidade a novas interpretações sobre a resistência e a organização social sob a ótica religiosa.

Para mais informações, acessemhttps://periodicos.ufsc.br/index.php/mundosdotrabalho/announcement/view/2176

Revista Semina abre chamada para dossiê sobre a interiorização da saúde no Brasil

Logo Semina – Revista dos Pós-Graduandos em História da UPF

A Semina – Revista dos Pós-Graduandos em História da UPF anunciou a abertura de submissões para sua próxima edição (2026/1, v. 25, n. 1). O destaque desta unidade é o dossiê temático "Interiorização da assistência e dos cuidados de saúde no Brasil: a construção do direito à saúde", organizado pelos pesquisadores Bruno Sanches Mariante da Silva e Ana Clara Farias Brito, ambos da Universidade de Pernambuco (UPE – Petrolina).

O objetivo da publicação é reunir estudos históricos que investiguem como a assistência médica e sanitária se expandiu para além dos grandes centros urbanos, moldando políticas públicas e práticas sociais ao longo do tempo.

Ementa

Este dossiê temático tem como objetivo reunir estudos históricos que investiguem os múltiplos processos de interiorização da assistência e dos cuidados de saúde no Brasil, compreendidos como parte essencial da construção de políticas públicas, dinâmicas institucionais, práticas sociais e culturais ao longo do tempo. A interiorização da saúde — entendida aqui como a expansão das ações e serviços de assistência médica, sanitária e hospitalar para além dos grandes centros urbanos — foi marcada por diferentes arranjos políticos e por uma complexa teia de atores, saberes e instituições.

A proposta parte da constatação de que o debate historiográfico sobre assistência e a saúde no Brasil, por muito tempo concentrado nas experiências urbanas, notadamente nas capitais, tem se ampliado nas últimas décadas para abarcar experiências regionais e locais. Esse movimento tem revelado a importância das periferias geográficas e sociais na conformação das políticas de saúde e na produção de práticas de cuidado, oferecendo uma visão mais plural e descentralizada da história da saúde brasileira. A interiorização, portanto, não deve ser compreendida apenas como um processo técnico-administrativo, mas também como um campo de disputas, negociações e resistências.

O dossiê acolherá contribuições que explorem uma variedade de temas, como a atuação de agentes da saúde (médicos, parteiras, curandeiros, enfermeiros, farmacêuticos, missionários, agentes de saúde comunitária), a presença de instituições religiosas e filantrópicas, a implantação de hospitais, postos de saúde e sanatórios, o combate a epidemias e endemias, a circulação de saberes médicos e populares, e os efeitos da presença (ou ausência) do Estado em territórios interioranos. Estudos de caso que abordem experiências em contextos regionais distintos — como sertões, fronteiras, áreas ribeirinhas ou amazônicas — são particularmente bem-vindos, assim como análises de longo prazo que permitam compreender as continuidades e rupturas nas políticas e práticas de saúde.

Do ponto de vista historiográfico, o tema da interiorização da saúde contribui para o aprofundamento de debates sobre a formação do Estado nacional, os processos de cidadania e a construção do direito à saúde no Brasil. Ao evidenciar a diversidade de experiências e agentes envolvidos, amplia-se a compreensão sobre os caminhos da institucionalização da saúde pública, os limites da universalização do acesso e as formas locais de apropriação, adaptação ou resistência às políticas estatais. Ademais, o tema dialoga com perspectivas interdisciplinares, aproximando a história da saúde de campos como a antropologia, a geografia, os estudos decoloniais e a história das ciências.

Com este dossiê, pretende-se fomentar o diálogo entre pesquisadores/as interessados/as em historicizar os processos de cuidado e assistência no interior do Brasil, contribuindo para a construção de uma historiografia mais sensível às desigualdades territoriais e às múltiplas vozes que compõem a trajetória da saúde no país.

Contribuição Historiográfica e Interdisciplinar

A temática busca aprofundar as discussões sobre a formação do Estado nacional e o direito à cidadania. Ao evidenciar a diversidade de experiências no interior, a Revista Semina pretende fomentar um diálogo sensível às desigualdades territoriais e às múltiplas vozes que compõem a trajetória da saúde pública no país, dialogando com a antropologia, geografia e estudos decoloniais.

Orientações para os Autores

Os interessados em contribuir para a Edição 2026/1 devem estar atentos aos prazos e procedimentos:

  • Prazo final para submissões: 20 de abril de 2026.

  • Previsão de publicação: Julho de 2026.

  • Como submeter: O manuscrito deve ser enviado através da seção de "Submissões" no portal da revista. No ato do envio, é obrigatório selecionar a opção correspondente ao dossiê temático sobre interiorização da saúde.

Para mais detalhes, acessemhttps://ojs.upf.br/index.php/ph/announcement/view/113

Revista Fórum Linguístico abre chamada para dossiê sobre Metodologias Ativas no ensino de línguas

Capa Revista Fórum Linguístico

O Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anunciou a abertura da chamada de artigos para um novo dossiê da Revista Fórum Linguístico. Com publicação prevista para o primeiro semestre de 2027, o volume terá como tema central "As metodologias ativas e o ensino de línguas".

A iniciativa surge em um momento de consolidação de novas práticas pedagógicas. Desde a pandemia de COVID-19, o cenário educacional brasileiro passou por transformações profundas com o Ensino Remoto Emergencial (ERE), evidenciando a necessidade de reorganizar o planejamento docente. Nesse contexto, as metodologias ativas ganharam protagonismo, exigindo que o ensino de línguas vá além da simples adoção de tecnologias e foque na construção de uma aprendizagem significativa e autônoma.

Ementa

Com o advento da pandemia de COVID­19 no Brasil, o professor precisou reorganizar o formato e o planejamento de suas aulas, visto que as atividades presenciais das escolas foram suspensas, com o objetivo de evitar o risco de contaminação pelo vírus da COVID­19. Assim, os alunos passaram a ter aulas a distância, de forma remota e, com isso, estabeleceu-se o ensino remoto emergencial (ERE) nas instituições públicas e particulares. Nesse período, foi notável a importância que se deu às metodologias ativas em todas as disciplinas escolares, inclusive, nas aulas de línguas.

No entanto, para além de decidir adotar as metodologias ativas em suas aulas, o professor de língua precisa considerar, em seu planejamento, a proposição de atividades didáticas que fomentem, efetivamente, a autonomia do aluno e, ainda, a construção de uma aprendizagem efetivamente ativa e significativa, na qual, o aprendiz figura como protagonista.

Nesse sentido, temos o objetivo de organizar um Dossiê que contemple trabalhos que tratem sobre metodologia ativas e o ensino de línguas e, assim, oferecer aos professores uma contribuição relevante para a organização, elaboração e para o desenvolvimento de aulas e cursos. Portanto, essa proposta é aberta a todas as ciências linguísticas e pedagógicas que se relacionem, de alguma maneira, com a temática deste volume.

Foco na Autonomia e Protagonismo do Aluno

O objetivo do dossiê é reunir pesquisas que discutam como o professor de línguas pode elaborar atividades que fomentem a independência do estudante. Segundo os organizadores, a proposta busca oferecer contribuições relevantes para a organização de cursos onde o aprendiz figure, de fato, como o protagonista do processo de aquisição de linguagem.

O volume está aberto a contribuições de todas as ciências linguísticas e pedagógicas que se relacionem com a temática. Entre os eixos sugeridos para submissão, destacam-se:

  • Ensino de línguas e uso das tecnologias;
  • Práticas pedagógicas e contextos de ensino de línguas;
  • O aluno como protagonista do processo de aprendizagem/aquisição de línguas;
  • Elaboração e avaliação de materiais didáticos de línguas;
  • Metodologias ativas e as atividades de expressão e compreensão orais e escritas em língua adicional.

Prazos e Submissões

Pesquisadores interessados em contribuir para o dossiê devem ficar atentos ao cronograma. O período de submissão de artigos ocorrerá entre 5 de fevereiro e 10 de abril de 2026.

A revista aceita textos escritos em português, espanhol ou inglês. A organização está a cargo de uma comissão interinstitucional composta pelos professores Dr. Glauber Lima Moreira (UFDPar), Dr. Valdecy de Oliveira Pontes (UFC), Dra. Gretel Eres Fernández (USP) e Dra. Lídia Amélia Cardoso (UFC).

Para mais informações, acessemhttps://periodicos.ufsc.br/index.php/forum/announcement/view/2188

Educação em Direitos Humanos: Revista Espaço Pedagógico Lança Dossiê Contra a Cultura do Ódio

Capa Revista Espaço Pedagógico

Em um cenário global marcado por tensões crescentes e retrocessos no diálogo civilizatório, a Revista Espaço Pedagógico anuncia a abertura de seu mais novo dossiê temático: "Educação em Direitos Humanos: amorosidade no confronto com a cultura do ódio". A iniciativa busca enfrentar o mal-estar que atinge as escolas brasileiras e propor caminhos pautados na ética e no respeito mútuo.

Organizado pelos pesquisadores Eldon Henrique Mühl, Paulo Cesar Carbonari e Elisa Mainardi, o dossiê surge como uma resposta necessária ao aumento das agressões contra professores e profissionais da educação. O projeto reflete sobre como a escola, historicamente um espaço de formação cidadã, tem se tornado alvo de movimentos que alimentam o desprezo pelos Direitos Humanos (DH).

Ementa

O papel dos direitos humanos na educação tem sido tema recorrente nas análises desde o surgimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. Inúmeras foram as declarações e iniciativas tomadas pela ONU e outros órgãos no sentido de esclarecer e fortalecer o papel da educação na realização dos direitos humanos em todos os países e em todas as culturas. Apesar disso, estamos percebendo que nem sempre o tema dos direitos humanos é bem acolhido por muitos movimentos e grupos que buscam impedir sua realização, alimentando o ódio e o desprezo de quem luta pela causa dos DH. Esta postura tem atingido diretamente a escola e, de modo especial, os professores e demais profissionais que atuam com a educação. Constantes são as notícias que apresentam fatos e situações de agressões a professores e servidores da educação, provocando um clima de desconforto e mal-estar no contexto escolar. A proposição deste dossiê é trazer ao debate temas que analisam e reflitam sobre a cultura do ódio na atual sociedade e seu impacto no processo formativo escolar. A publicação irá repercutir os debates que serão realizados no X Colóquio Nacional dos Direitos Humanos, organizado pela Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, RS, que em 2024 completou 40 anos de existência.

Para mais informações, acessemhttps://ojs.upf.br/index.php/rep/announcement

Como coloco o ORCID na minha assinatura ou currículo?

 Logotipo ORCid

A inserção do identificador ORCID (Open Researcher and Contributor ID) em assinaturas de e-mail e currículos transcende a mera formalidade estética, configurando-se como uma prática essencial de governança de dados científicos e interoperabilidade informacional. No ecossistema da comunicação científica contemporânea, o ORCID atua como um código alfanumérico persistente e unívoco que resolve o problema crônico da ambiguidade de nomes de autores, garantindo que a produção intelectual seja corretamente atribuída ao seu respectivo criador, independentemente de variações ortográficas, mudanças de sobrenome ou transliterações. Para que essa integração ocorra de maneira tecnicamente rigorosa, é fundamental compreender não apenas o "como", mas o papel desse identificador dentro dos metadados que sustentam a ciência aberta.

Abaixo, detalho as diretrizes e procedimentos para a implementação do ORCID em seus principais pontos de contato profissional.

A arquitetura da identidade digital e a integração do iD na assinatura de e-mail

A assinatura de e-mail é, muitas vezes, o primeiro ponto de contato entre pesquisadores, editores e agências de fomento. Inserir o ORCID neste espaço não serve apenas para divulgação, mas para estabelecer uma prova de conceito de sua identidade digital ativa. A recomendação técnica da ORCID Inc. é que o identificador seja apresentado sempre de forma completa, utilizando a URI (Uniform Resource Identifier) em vez de apenas o número de dezesseis dígitos de forma isolada.

Para implementar isso com rigor, a assinatura deve conter o ícone oficial do ORCID (um pequeno círculo verde com as letras "iD" em branco) seguido pelo link hipertextual. O formato padrão deve seguir a estrutura https://orcid.org/0000-0000-0000-0000. Do ponto de vista da usabilidade e da autoridade de marca pessoal, o uso do link clicável é mandatório, pois permite que o interlocutor acesse instantaneamente o registro de atividades do pesquisador, verificando afiliações, publicações e financiamentos sem a necessidade de buscas manuais em bases de dados.

Além da estética, a inserção na assinatura de e-mail deve respeitar a hierarquia da informação. O ORCID deve estar posicionado logo abaixo das informações de afiliação institucional e acima das redes sociais genéricas. Isso reforça o caráter profissional e acadêmico da comunicação. Em ambientes corporativos ou universitários que utilizam geradores de assinatura automáticos, a inclusão do campo ORCID como um metadado fixo ajuda na padronização institucional, facilitando a colheita de dados (data harvesting) por sistemas de gestão de informações de pesquisa (Sistemas CRIS). É importante garantir que o link esteja configurado com o atributo nofollow em contextos onde o SEO é uma preocupação, embora, em e-mails, o foco seja puramente a navegação direta e a autenticação da identidade.

Normatização do ORCID em currículos acadêmicos e sistemas de informação de pesquisa

A inclusão do ORCID no currículo, seja ele em formato PDF (estático) ou em plataformas digitais como o Currículo Lattes (Brasil), o Ciênciavitae (Portugal) ou o MyNCBI (EUA), segue protocolos de sincronização e autenticação via API (Application Programming Interface). Em currículos tradicionais, a localização ideal é no cabeçalho, junto aos dados de contato e links para perfis profissionais como LinkedIn ou Google Scholar. O rigor terminológico exige que o número seja apresentado em blocos de quatro dígitos, separados por hifens, garantindo a legibilidade humana, enquanto o link subjacente garante a legibilidade por máquina.

No contexto brasileiro, a Plataforma Lattes exige uma integração direta. O pesquisador não deve apenas digitar o número, mas realizar a autorização de acesso para que o CNPq possa ler e, em alguns casos, escrever dados no registro ORCID. Essa interoperabilidade é o que permite a "conversa" entre sistemas, reduzindo a carga administrativa do pesquisador ao evitar a redigitação de informações de publicações. Ao configurar o currículo, o pesquisador deve certificar-se de que o nível de privacidade do seu registro ORCID está definido como "público" ou "confiável", caso contrário, o link no currículo levará a uma página de erro ou de acesso restrito, invalidando o propósito da transparência científica.

Além disso, ao citar o ORCID em currículos destinados a editais de fomento, a precisão é vital. Muitas agências agora utilizam algoritmos para verificar a produção relatada no currículo contra o registro ORCID. Se houver discrepância ou se o iD não estiver presente, o processo de validação da proposta pode ser atrasado. Portanto, a presença do ORCID no currículo deixa de ser um "adicional" e passa a ser um requisito de conformidade técnica em submissões de projetos de pesquisa e relatórios de produtividade.

Procedimentos técnicos para a visualização correta e o uso de metadados

Para garantir que o ORCID apareça de forma correta e profissional, é necessário observar os padrões de design e a semântica da web. A organização ORCID disponibiliza um kit de marca para pesquisadores, que inclui o ícone em alta resolução e as diretrizes de cores (o verde específico da marca). Ao criar uma assinatura em HTML para o e-mail ou ao formatar um currículo digital, o uso do ícone ajuda na identificação visual rápida, já que o logotipo "iD" é universalmente reconhecido na comunidade científica.

Um aspecto frequentemente negligenciado é a atualização do perfil vinculado ao identificador. Não basta colocar o link na assinatura ou no currículo se o registro estiver vazio. O rigor acadêmico demanda que o ORCID seja mantido como um hub central de informações. Isso significa que ele deve estar conectado ao seu perfil no Scopus (via Author ID), ao Web of Science (via ResearcherID) e a outras bases. Quando você insere o link na sua assinatura, está oferecendo uma "chave mestra" para sua carreira. Se as permissões de visibilidade estiverem configuradas corretamente, qualquer pessoa com o link poderá ver sua trajetória cronológica de forma certificada pela própria fonte (a editora ou a universidade).

Ao lidar com documentos em Word ou LaTeX para a criação de currículos, a formatação deve ser limpa. No LaTeX, por exemplo, recomenda-se o uso de pacotes como o hyperref para transformar o identificador em um link ativo. A sintaxe correta assegura que, ao exportar o documento para PDF, o ORCID permaneça funcional. Lembre-se que o ORCID é um identificador de objeto, mas aplicado a uma pessoa; tratá-lo com o mesmo rigor que um DOI (Digital Object Identifier) é a prática recomendada para manter a integridade da comunicação técnica.

O papel do ORCID na submissão de manuscritos e na vinculação bibliográfica

A presença do ORCID na assinatura de e-mail e no currículo é o reflexo externo de uma integração que ocorre "nos bastidores" durante o processo de submissão editorial. A maioria das grandes editoras (como Elsevier, Springer Nature e Wiley) exige o ORCID no ato da submissão. Ao colocar o seu iD no currículo, você está asseverando que toda a produção listada está vinculada a essa identidade persistente. Isso facilita o trabalho de revisores e editores que, ao avaliarem seu currículo para uma posição de revisor por pares ou para a aceitação de um artigo, podem cruzar os dados instantaneamente.

O rigor terminológico aqui envolve o conceito de "autenticação". Não se trata apenas de informar o número, mas de usar o sistema Single Sign-On (SSO) do ORCID para logar em plataformas de submissão como o ScholarOne ou Editorial Manager. Quando você menciona seu ORCID em sua assinatura de e-mail para um editor, você está fornecendo a ele a garantia de que você é o autor de fato, mitigando riscos de homonímia. Essa vinculação automática garante que, assim que o artigo for publicado, ele apareça no seu registro ORCID de forma automática via Crossref ou DataCite, retroalimentando a informação que você disponibilizou inicialmente no seu currículo e na sua assinatura.

É fundamental entender que o ORCID funciona como uma infraestrutura de pesquisa aberta. Ao usá-lo em sua correspondência e documentos oficiais, você está apoiando a redução da fragmentação da informação. A terminologia correta para esse processo é "sincronização de metadados". Ao manter o iD visível e funcional, o pesquisador garante que seu impacto acadêmico seja rastreável e que métricas como o índice-h sejam calculadas com base em um conjunto de dados limpo e completo, sem a perda de citações devida à má identificação autoral.

Estratégias de divulgação e boas práticas na comunicação profissional

A última etapa da integração do ORCID em sua rotina profissional envolve a consistência. A recomendação é que o pesquisador adote o ORCID em todas as plataformas de visibilidade científica. Além da assinatura de e-mail e do currículo vitae, o identificador deve constar em perfis de redes sociais acadêmicas (como ResearchGate e Academia.edu), em páginas de laboratórios e em biografias de palestrante. O objetivo é criar um ecossistema de informação onde o ORCID seja o ponto de convergência.

No currículo, se o espaço for limitado, a versão curta orcid.org/XXXX-XXXX-XXXX-XXXX é aceitável, mas a presença do prefixo https:// é preferível por transformar o texto automaticamente em um link na maioria dos editores modernos. Outra boa prática é incluir o ORCID em cartazes de conferências e apresentações de slides, geralmente no rodapé do primeiro ou do último slide. Isso permite que a audiência, ao fotografar ou baixar sua apresentação, tenha um caminho direto para sua lista completa de publicações.

Em suma, a inclusão do ORCID na assinatura ou currículo não é apenas uma tarefa de "copiar e colar". É um ato de responsabilidade com a própria carreira e com a transparência da ciência. O uso rigoroso das diretrizes de formatação, a manutenção da visibilidade pública do perfil e a integração com as bases de dados de fomento garantem que o pesquisador seja reconhecido por todo o seu trabalho, eliminando erros de atribuição e fortalecendo sua autoridade no campo científico global. Ao tratar o ORCID como uma parte integrante de sua identidade profissional, você facilita a descoberta de sua pesquisa e otimiza a interoperabilidade entre os diversos sistemas que compõem a ciência moderna.

Como registrar participações em eventos no Currículo Lattes?


Registrar sua participação em congressos, seminários e simpósios no Currículo Lattes é essencial para manter sua trajetória acadêmica atualizada e demonstrar engajamento na sua área de pesquisa. O processo é realizado integralmente dentro da plataforma do CNPq, exigindo atenção aos detalhes dos certificados recebidos.

Acesso e Localização

O primeiro passo é acessar a plataforma Lattes e entrar no modo de edição do seu currículo. No menu superior, você deve localizar a aba denominada Eventos. Ao clicar nela, selecione a opção Participação em eventos, congressos, exposições, feiras e olimpíadas. Esta seção é destinada tanto para quem apenas assistiu às atividades quanto para quem apresentou trabalhos.

Preenchimento das Informações

Após clicar em "Incluir novo item", você precisará definir o tipo de participação. Se você apenas assistiu às palestras, selecione a opção de ouvinte; caso tenha levado uma pesquisa para discussão, escolha a opção de participante com apresentação de trabalho.

Os campos obrigatórios incluem:

  • Nome do evento: Deve ser escrito por extenso, preferencialmente como consta no certificado oficial.

  • Forma de participação: Indique se você foi convidado, participante ou ouvinte.

  • Ano e local: Informe o ano de realização e a cidade onde o evento ocorreu, ou indique se foi um evento online.

  • Título do trabalho: Caso tenha apresentado algo, este campo surgirá para que você insira o nome exato da pesquisa exposta.

Detalhes Importantes e Diferenciação

É fundamental não confundir a participação no evento com a publicação do trabalho nos anais. O registro na aba Eventos serve para comprovar sua presença física ou virtual e a exposição da ideia. Se o resumo ou artigo foi publicado em um livro de atas ou anais do congresso, você deve realizar um segundo registro na aba Produções, especificamente em Produção Bibliográfica, selecionando Trabalhos completos ou resumos publicados em anais.

Finalização e Publicação

Após preencher todos os dados, clique em salvar. Lembre-se de que as alterações só ficam visíveis para o público e para agências de fomento após a transmissão dos dados. Para isso, clique no botão Enviar localizado na barra superior, aceite os termos de responsabilidade e confirme o envio ao CNPq. O sistema costuma atualizar a versão pública do currículo em até 24 horas.

Revista Entrepalavras abre chamada para dossiê sobre Linguagem e Inteligência Artificial

Capa revista Entrepalavras

A revista Entrepalavras, prestigiado periódico da Universidade Federal do Ceará (UFC), anunciou a abertura do período de submissões para o seu mais novo dossiê temático: "Linguagem e Inteligência Artificial: Perspectivas Críticas na Era Algorítmica". Pesquisadores e acadêmicos interessados em debater o impacto das tecnologias de IA na sociedade têm de 15 de março a 15 de maio de 2026 para enviar seus trabalhos.

O Desafio da Era Algorítmica

O dossiê surge em um momento crucial, onde a Inteligência Artificial não é mais uma promessa futurista, mas uma ferramenta que reconfigura radicalmente a produção e interpretação de textos na educação, justiça e entretenimento. A proposta busca reunir estudos interdisciplinares que problematizem os impactos socioculturais, éticos e políticos desses algoritmos, muitas vezes opacos, sobre as práticas de linguagem.

A chamada foca em questões urgentes, como a leitura crítica de textos gerados por máquinas, as desigualdades e exclusões que emergem nesse cenário e os novos desafios para a análise do discurso e as práticas pedagógicas contemporâneas.

Eixos Temáticos e Contribuições

A revista busca artigos que articulem reflexões teóricas e análises empíricas. Entre os temas de interesse, destacam-se:

  • Algoritmos como textos e práticas discursivas;
  • Racismo, sexismo, audismo e outras exclusões algorítmicas;
  • Curadoria e governança de dados;
  • Ética e política na produção de sentidos por IA;
  • Letramentos digitais críticos e formação docente;
  • Multimodalidade e performatividade algorítmica;
  • Interseccionalidade e desigualdades sociotécnicas.

A chamada enfatiza que são especialmente bem-vindos trabalhos com abordagens decoloniais e inovadoras que desafiem as visões tradicionais sobre a relação homem-máquina.

Organização e Submissão

O dossiê conta com um corpo de editores-convidados de renome nacional: os professores doutores Júlio Araújo (UFC), Paulo Boa Sorte (UFS), Kleber Silva (UnB), Eduardo de Moura Almeida (Unicamp) e o doutor Leonel Andrade dos Santos (Secretaria Municipal de Caucaia).

As submissões devem ser realizadas exclusivamente através da plataforma da revista no endereço: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras.

Para mais informações, acessemhttps://periodicos.ufc.br/entrepalavras/announcement/view/605

Revista Entrepalavras abre chamada para dossiê sobre Retórica Clássica e Contemporânea

Capa revista Entrepalavras

A revista Entrepalavras, vinculada à Universidade Federal do Ceará (UFC), anunciou a abertura do período de submissões para o seu mais novo dossiê temático: "Retórica: percursos clássicos e contemporâneos". Pesquisadores e acadêmicos da área de Linguística e áreas afins têm entre os dias 15 de março e 15 de maio de 2026 para submeterem seus trabalhos originais.

A Arte de Persuadir em Foco

A ementa do dossiê destaca a Retórica como um campo essencial para desvelar as técnicas argumentativas que estruturam a comunicação humana. Seja no discurso oral, escrito ou imagético, a proposta busca explorar como a "arte de persuadir", conceito fundamentado por teóricos como Reboul e Perelman, atua para orientar opiniões, modificar crenças e ampliar a adesão de auditórios em diversos domínios, como o político, jurídico, religioso e educacional.

Um dos grandes diferenciais desta chamada é o olhar sobre a Retórica Digital. Em um cenário de constante efervescência tecnológica, o dossiê pretende reunir estudos que analisem como as estratégias de convencimento se adaptam e eclodem no ambiente virtual.

Ementa

A Retórica é um campo do saber que objetiva descortinar as técnicas argumentativas (Perelman e Olbrechts-Tyteca, 2014) que atravessam diferentes atos de linguagem orais, escritos, imagéticos, entre outros. Por meio dessa arte de persuadir pelo discurso (Reboul, 2004), é possível descrever, explicar e interpretar de que modo produções linguageiras almejam convencer, persuadir, orientar e modificar crenças e opiniões, bem como ampliar uma adesão já conquistada (Amossy, 2020). Desse modo, estratégias retóricas estão presentes em diferentes domínios discursivos, a exemplo do jornalístico, jurídico, midiático, religioso, político, educacional, literário, entre outros. Atualmente, com a retórica digital (Mateus, 2018), vemos eclodir pesquisas que se debruçam sobre esse universo que está em plena efervescência em nossa sociedade. Ademais, as provas retóricas (Aristóteles, 2011) se constituem nos textos e nos discursos, projetando construções de imagem de si (ethos), acionando raciocínios preferíveis (logos) e suscitando paixões (pathos), que podem despertar sensações de dor ou alegria em um auditório. Nessa abordagem, o foco desse dossiê é reunir artigos que tratem da retórica e suas possíveis interfaces com teorias de base enunciativa e pragmática, nos seus aspectos teóricos, metodológicos, analíticos e pedagógicos. Com isso, pretendemos fazer avançar cada vez mais os estudos em nossa área disciplinar.

Organização e Submissão

A edição conta com a organização de um corpo docente altamente qualificado, composto pelos professores doutores Deywid Wagner de Melo (UFAL), João Benvindo de Moura (UFPI), Eduardo Pantaleão de Morais (UNEAL) e Max Silva da Rocha (UFAL).

Os interessados devem realizar a submissão exclusivamente pela plataforma oficial da revista no Portal de Periódicos da UFC.

Para mais informações, acessemhttps://periodicos.ufc.br/entrepalavras/announcement/view/605

Revista Espaço Pedagógico Lança Dossiê sobre os Embates no Currículo e nas Políticas Educacionais

Capa Revista Espaço Pedagógico

Revista Espaço Pedagógico acaba de anunciar a abertura de seu mais novo dossiê temático, intitulado "Currículo e Políticas Educacionais: campo de disputas e tensionamentos". A publicação surge em um momento crucial para o debate público, propondo um mergulho profundo nas forças que moldam o que se ensina e como se governa a educação no Brasil e no mundo.

A organização da edição está sob a responsabilidade dos pesquisadores Altair Alberto Fávero, Luciane Spanhol Bordignon e Carina Tonieto. O grupo propõe uma análise que vai além da superfície pedagógica, tratando o currículo como um território vivo de conflitos ideológicos e sociais.

Ementa

O Currículo historicamente é um campo de intensas disputas e tensionamentos entre os distintos atores que compõe o cenário educacional. Considera-se que teorizar sobre o currículo e as políticas educacionais no atual cenário, implica em problematizar, compreender, analisar, descrever e evidenciar diversas questões que surgem da forma como se articulam os distintos contextos que pautam as agendas educacionais no âmbito político, econômico, cultural, social e pedagógico. O dossiê tem como escopo socializar reflexões teóricas, análises documentais, experiências pedagógicas, posicionamentos críticos e concepções de currículo e políticas educacionais das distintas modalidades de educação tangenciadas pelas atuais reformas que estão em curso.

Para mais informações, acessemhttps://ojs.upf.br/index.php/rep/announcement