Revista ContraCorrente abre chamada para dossiê sobre Direitos Humanos na Amazônia


A Revista ContraCorrente (ISSN: 2525-4529), periódico científico semestral trilíngue da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), anunciou a chamada para sua edição de número 26 (2025.2), que terá como tema central “Direitos Humanos, Memória(s) e História das lutas sociais na Amazônia”. O dossiê será organizado pela Profa. Dra. Monica Dias de Araújo e pelo Prof. Dr. Tiago Fonseca dos Santos, ambos vinculados ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH), no Centro de Estudos Superiores de Tefé.

O objetivo é reunir pesquisas que abordem questões relacionadas aos direitos humanos, políticas públicas, diversidade e inclusão no contexto amazônico. A chamada destaca a relevância de refletir sobre os desafios contemporâneos, como o retrocesso em políticas voltadas a grupos marginalizados e o enfraquecimento do Estado de Bem-Estar Social.

Entre os temas prioritários para submissão estão:

  • Diversidade e inclusão
  • Políticas linguísticas
  • Educação Especial
  • Educação Bilíngue de surdos
  • Políticas Públicas
  • Direitos Humanos
  • História e memória das lutas populares
  • Movimentos sociais na Amazônia

Os trabalhos devem ser enviados pelo sistema da revista entre 15/12/2025 e 05/05/2026 (prazo prorrogado), com previsão de publicação no segundo semestre de 2026. Dúvidas e informações adicionais podem ser encaminhadas exclusivamente pelo e-mail: contracorrente.uea@gmail.com.

A ContraCorrente, atualmente avaliada em nível B2 no Qualis CAPES, recebe artigos, resenhas, ensaios, entrevistas, traduções e relatos de experiência inéditos de doutores(as), mestres(as) e discentes de programas de pós-graduação, reforçando seu caráter interdisciplinar e compromisso com a produção científica crítica e plural.

Para mais informações, acesse: https://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/announcement/view/79

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Revista de Estudos Camonianos Consolida Projeção Global da Camonística com Chamada para 2026


A Revista de Estudos Camonianos (R.E.C.) vem se afirmando como o novo epicentro da investigação sobre o poeta e a Expansão Portuguesa. Publicada anualmente pela Rede Camões na Ásia & África, a revista abriu oficialmente a chamada de artigos para o seu segundo número, que será publicado em regime de fluxo contínuo ao longo de 2026.

Um Marco Académico Internacional

O ressurgimento de uma publicação especializada ocorre num momento de forte dinamismo da Rede Camões, que já organizou quatro congressos internacionais em locais estratégicos:

  • Ternate/Jacarta (2022)

  • Macau (2024)

  • Moçambique (2025)

  • Goa (2026)

O número inaugural, lançado em dezembro de 2025, refletiu a natureza transcontinental do projeto, reunindo autores de Macau, Goa, Indonésia, Moçambique e Brasil. A R.E.C. não se limita à literatura, abraçando uma agenda científica interdisciplinar que inclui História, Retórica, Artes Visuais e Ciências dos séculos XV a XVII.

Chamada de Trabalhos: Critérios e Diversidade Linguística

A revista convida investigadores de todo o mundo, sejam filiados em instituições ou independentes, a submeterem propostas originais. Um dos grandes diferenciais da R.E.C. é o seu compromisso com a multiculturalidade:

  • Bilinguismo: São aceites artigos em português ou bilingues (qualquer língua asiática ou africana acompanhada de tradução para português).

  • Acessibilidade Regional: O título, resumo e palavras-chave serão traduzidos pela Redação para uma língua asiática ou africana, ampliando o alcance da obra.

  • Rigor Científico: A secção de artigos segue o sistema de dupla revisão cega (double-blind peer review), garantindo os mais altos padrões de integridade.

Além de artigos científicos, a chamada estende-se a entrevistas, edição de fontes, traduções de textos históricos e recensões críticas.

Processo de Submissão

As propostas enviadas recebem uma confirmação de receção no prazo de uma semana. Os textos aprovados são publicados conforme a ordem de chegada e revisão, sendo que o volume anual é considerado concluído no final de cada ano civil. Atualmente, a R.E.C. está em processo de indexação nos principais repertórios científicos de Humanidades, com efeitos retroativos para os autores.

As normas de submissão e a política editorial completa podem ser consultadas no site oficial: camonianos.pt/sobre-a-revista/

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Retórica e Comunicação: chamada de trabalhos para volume interdisciplinar em Humanidades


A Universidade da Madeira anunciou a abertura da chamada de trabalhos para o volume Retórica e Comunicação. Estudos Interdisciplinares em Humanidades, que pretende reunir investigações dedicadas às intersecções entre estas duas áreas, desde a Antiguidade Clássica até à contemporaneidade.

O projeto, coordenado por Cristina Santos Pinheiro, Joaquim Pinheiro, Rui Carlos Fonseca, Samuel Mateus, Telmo Reis e Vanessa Cesário, acolherá contributos teóricos e empíricos, incluindo estudos de caso, com enfoque nas Ciências Humanas e Sociais.

Entre os temas sugeridos estão:

  • Teoria retórica e da comunicação sobre o discurso;
  • Tratados de retórica e comunicação;
  • Presença dos géneros retóricos nas formas atuais de comunicação;
  • Técnicas de argumentação e persuasão em literatura, publicidade e meios de comunicação social;
  • Ensino da retórica e da comunicação;
  • Aplicações contemporâneas da retórica clássica;
  • Retórica no discurso político e literário;
  • Perspectivas filosóficas sobre retórica e comunicação;
  • Papel da audiência no processo comunicacional;
  • Representação da retórica na criatividade artística.

📅 Prazo de submissão: até 10 de setembro de 2026
📖 Publicação prevista: março de 2027, por uma editora nacional de referência
📧 Envio de propostas: retorica.comunicacao@mail.uma.pt

Mais informações podem ser consultadas no site: https://www.uma.pt/noticias/retorica-e-comunicacao-estudos-interdisciplinares-em-humanidades-chama-de-trabalhos/

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O curso de Letras (Português) é só para quem quer ser professor?

A pergunta que ecoa nos corredores das universidades e nos fóruns de orientação vocacional, "O curso de Letras é só para quem quer ser professor?", carrega consigo um estigma histórico fundamentado em uma visão reducionista das Humanidades. No entanto, ao analisarmos a estrutura epistemológica da Linguística, da Teoria Literária e da Filologia, percebemos que a graduação em Letras (Português) é, na verdade, uma formação de alta complexidade em tecnologia da comunicação humana e análise de sistemas simbólicos. Embora a Licenciatura seja o caminho primordial para a docência na Educação Básica, o campo de atuação do profissional de Letras extrapola os limites da sala de aula, inserindo-se em nichos estratégicos do mercado corporativo, editorial e tecnológico.

Para compreender essa amplitude, é necessário distinguir as modalidades de formação. Enquanto a Licenciatura foca na Didática, na Psicologia da Educação e nas Metodologias de Ensino, o Bacharelado volta-se para a pesquisa acadêmica, a crítica literária e a aplicação técnica da língua. Contudo, ambos compartilham um núcleo duro de competências que tornam o graduado um especialista em processamento de linguagem natural, interpretação de textos complexos e produção de conteúdo com alto rigor normativo e estético.

O Profissional de Letras como Analista de Discurso e Estrategista de Conteúdo

No cenário contemporâneo, a informação é a mercadoria mais valiosa, e a língua portuguesa é a ferramenta de lapidação desse ativo. O mercado de trabalho atual exige profissionais que não apenas saibam escrever corretamente, mas que compreendam a Pragmática, o estudo de como o contexto contribui para o significado. Um egresso de Letras possui o arcabouço teórico para atuar como analista de comunicação interna e externa em grandes corporações.

Nesse contexto, a atuação não se resume a corrigir gramática. O profissional utiliza conceitos de Semântica e Análise do Discurso para garantir que a voz de uma marca seja coerente com seus valores. Ele atua na curadoria de conteúdo, onde a capacidade de síntese e a interpretação de intertextualidades permitem a criação de narrativas que engajam públicos específicos. O domínio da norma culta, aliado à sensibilidade para as variações linguísticas (Sociolinguística), permite que este profissional transite entre o formalismo jurídico e a linguagem coloquial das redes sociais com precisão cirúrgica.

O Mercado Editorial e a Engenharia do Texto

O setor editorial é, tradicionalmente, o segundo maior destino dos graduados em Letras que não optam pela docência. Aqui, o rigor terminológico é levado ao extremo. O trabalho de preparação e revisão de textos vai muito além da caça a erros de digitação. Trata-se de uma intervenção estrutural que exige conhecimentos profundos de Sintaxe, Coesão e Coerência.

O preparador de textos precisa garantir a fluidez lógica do argumento e a manutenção do registro estilístico do autor. Além disso, a área de tradução, para aqueles que complementam seus estudos com línguas estrangeiras, exige uma compreensão profunda da Linguística Contrastiva. Mesmo no curso de Português, o foco em Literatura Portuguesa, Brasileira e Africana de Língua Portuguesa fornece ao aluno uma bagagem cultural que é essencial para o trabalho de "ghostwriting" ou escrita criativa, onde a mimese de vozes e estilos é o requisito principal.

Inteligência Artificial e a Linguística Computacional

Um dos campos mais promissores e menos discutidos para o profissional de Letras é a Tecnologia da Informação, especificamente no desenvolvimento de Processamento de Linguagem Natural (PLN). As grandes empresas de tecnologia dependem de especialistas em Letras para treinar modelos de Inteligência Artificial, como os Large Language Models (LLMs).

O conhecimento em Fonética e Fonologia é vital para o desenvolvimento de sistemas de reconhecimento de voz e síntese de fala. A Morfologia e a Sintaxe são os pilares para a criação de algoritmos que precisam entender a estrutura de uma frase para classificar sentimentos ou traduzir textos automaticamente. O profissional de Letras atua como uma ponte entre a lógica matemática da programação e a fluidez orgânica da linguagem humana, garantindo que as máquinas não apenas processem dados, mas compreendam nuances, ironias e contextos culturais.

Crítica Literária, Pesquisa e Gestão Cultural

Para além do mercado privado, a formação em Letras fundamenta-se na Teoria da Literatura, um campo que desenvolve o pensamento crítico e a capacidade analítica. O graduado pode atuar como crítico literário em veículos de imprensa, curador de bibliotecas, gestor de centros culturais ou consultor para roteiros audiovisuais.

A habilidade de analisar uma obra sob a ótica da Estética da Recepção ou do Estruturalismo permite que o profissional identifique tendências culturais e organize eventos que promovam o letramento literário em diversas esferas sociais. A pesquisa acadêmica também se apresenta como uma carreira robusta, onde o mestre ou doutor em Letras investiga a evolução da língua (Linguística Diacrônica) ou a relação entre literatura e sociedade, contribuindo para a preservação da memória nacional e o avanço das ciências humanas.

Revisão Jurídica e Redação Oficial

No setor público e jurídico, a demanda por profissionais de Letras é constante e de alta responsabilidade. A redação oficial exige uma precisão técnica que evite ambiguidades passíveis de interpretações jurídicas errôneas. O revisor de textos jurídicos ou parlamentares atua na garantia da clareza e da concisão de leis, decretos e acórdãos.

Nesse âmbito, o conhecimento em Filologia e Paleografia pode ser aplicado até mesmo em perícias documentais e análise de manuscritos antigos. A autoridade linguística conferida pelo diploma de Letras é um diferencial em concursos de alto nível, como para a diplomacia (Instituto Rio Branco), onde o domínio excepcional da língua portuguesa é o critério eliminatório mais rigoroso.

Comunicação Digital e UX Writing

A experiência do usuário (User Experience) em ambientes digitais depende intrinsecamente das palavras escolhidas para guiar a navegação. O UX Writer é o profissional que utiliza conhecimentos de Psicofonética e Semântica para criar interfaces intuitivas. O graduado em Letras, com sua formação voltada para a recepção do texto, é o candidato ideal para desenhar a jornada do usuário através do microtexto (botões, mensagens de erro, notificações).

Essa função exige que o profissional saiba como o cérebro processa a informação escrita, minimizando a carga cognitiva e maximizando a eficiência da comunicação. É a aplicação prática da Linguística Cognitiva no design de produtos digitais, provando que a formação clássica em letras é perfeitamente adaptável à economia 4.0.

Conclusão: Uma Formação Polivalente

Conclui-se, portanto, que a ideia de que o curso de Letras (Português) destina-se exclusivamente à formação de professores é um anacronismo. Embora a educação seja um pilar nobre e fundamental, o "letrólogo" é, antes de tudo, um arquiteto da linguagem. Seja na revisão de um best-seller, no treinamento de um chatbot de última geração, na análise discursiva de uma campanha política ou na gestão de acervos culturais, este profissional detém a chave da interação humana.

A graduação em Letras oferece as ferramentas intelectuais para decodificar o mundo. Em uma sociedade saturada por informações e ruídos, a capacidade de interpretar, redigir e estruturar o pensamento através da palavra é uma competência transversal e indispensável. Dito isso, o curso é para quem deseja dominar a ferramenta mais poderosa da humanidade: a língua.

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O que significa FRÊMITO na Língua Portuguesa?

O termo frêmito é uma palavra de sonoridade vibrante que carrega um significado profundo, tanto no sentido literal quanto no figurado. De forma geral, ele se refere a uma vibração leve, contínua e rápida, ou a um estremecimento.

Na Língua Portuguesa, o vocábulo é classificado gramaticalmente como um substantivo masculino. Sua origem remete ao latim fremitus, que descrevia ruídos como o bramido de animais ou o estrondo de trovões, embora hoje seu uso seja mais refinado.

Quanto à estrutura da palavra, a separação silábica é frê-mi-to. Por possuir a antepenúltima sílaba tônica, ela é uma palavra proparoxítona e, como dita a regra, deve ser sempre acentuada. Quando precisamos utilizá-la no plural, a forma correta é frêmitos.

Significados e Aplicações

O frêmito pode ser entendido de três maneiras principais. No contexto físico, é o tremor de algo que vibra, como as cordas de um instrumento ou a superfície da água. Na medicina, o termo é técnico: refere-se às vibrações percebidas por um médico ao palpar o tórax ou o abdômen de um paciente enquanto este fala ou respira. Já no sentido figurado, descreve uma agitação emocional, um entusiasmo coletivo ou aquele calafrio causado por uma forte sensação.

Sinônimos

Para substituir a palavra sem perder o sentido, pode-se utilizar termos como: estremecimento, vibração, tremor, fremir, alvoroço, agitação ou palpitação.

Exemplos de Uso

  • Ao ouvir os primeiros acordes da orquestra, um frêmito de entusiasmo percorreu toda a plateia silenciosa.

  • O médico solicitou que o paciente falasse "trinta e três" para avaliar o frêmito toraco-vocal durante o exame.

  • Sentia-se o frêmito das folhas das árvores sob a força do vento que anunciava a tempestade.

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Revista A Palavrada lança chamada para dossiê sobre circulações do português na França

Capa da Revista A Palavrada

A revista A Palavrada, da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus de Bragança, anunciou a chamada de número 30, dedicada ao tema “Circulações do português na França: linguagem, literatura e artes”. O dossiê será organizado pelas professoras Mireille Garcia (Sorbonne Université) e Luciane Boganika (Université Rennes 2), com prazo para submissão de trabalhos até 30 de setembro de 2026 e publicação prevista para dezembro do mesmo ano.

📚 Ementa 
Ementa: A afirmação “Yo vivo aquí, de tránsito, acordándome del porvenir” (Carpentier, 1953, p. 285) condensa, de modo exemplar, uma experiência de existência marcada pelo deslocamento e pela transitoriedade, que se projeta não apenas sobre o presente, mas, também, sobre a memória e sobre o futuro. Essa condição de trânsito atravessa sujeitos, narrativas e formas estéticas, configurando experiências de exílio, deslocamento, diáspora e errância que tensionam noções de pertencimento, território, identidade e cultura. A literatura, ao elaborar essas experiências, torna-se um espaço privilegiado de reflexão sobre vidas em movimento e a maneira de ser dos sujeitos moventes: o emigrado, o exilado, o renegado, o transplantado. Nesse contexto, emergem as formas literárias marcadas pelas mobilidades, sensíveis às problemáticas da desterritorialização e atentas às tensões produzidas pelos processos culturais derivados do exílio e da errância, voluntários ou forçados. Como observa Pizarro (2004), os processos culturais contemporâneos estruturam-se a partir da multiplicidade e da articulação de um espaço cultural dinâmico, associado a novas formas de relação entre indivíduos e culturas. Zilá Bernd (2010, p. 18), agrupa os conceitos de Deslocamento, Diáspora, Migrância/Errância, como mobilidades migratórias transculturais, e conceitualiza-os como as “várias possibilidades de deslocamento em que comunidades étnicas são compelidas ao trânsito, aos processos muitas vezes traumáticos de emigração/imigração”. Segundo Maria José de Queiroz (1998, p. 20): “o exílio vincula-se, por interação, ao largo espectro dos males da ausência. Vinculados à ideia de perda e desarraigamento”. Nesse sentido, no âmbito dos percursos literários americanos, delineiam-se horizontes possíveis de deslocamento do olhar, conforme elucida Pligia (2001), um deslocamento interpretativo em direção às margens, às bordas e às formas híbridas decorrentes da diáspora, fruto das migrações e das fricções culturais, do encontro com o Outro. A literatura, assim, não apenas representa o migrante, o diaspórico e o errante, mas dá visibilidade à multiplicidade de sujeitos e à pluralidade cultural. Para este dossiê, interessam-nos trabalhos que investiguem como narrativas e poéticas contemporâneas elaboram experiências de mobilidades como exílio, diáspora, errância, desterritorialização e reterritorialização, problematizando identidades em movimento. A revista A Palavrada, da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará, campus de Bragança, receberá artigos que dialoguem com essas questões, bem como resenhas, contos, poemas, traduções e crônicas, em português, inglês e espanhol. Os manuscritos devem seguir as diretrizes da revista, disponíveis em nosso site.

✍️ Submissões
Serão aceitos artigos acadêmicos, resenhas, contos, poemas, traduções e crônicas em português, inglês e espanhol. Os manuscritos devem seguir as diretrizes disponíveis no site da revista: Normas para submissões.

📖 Sobre a revista
A Palavrada é um periódico semestral, com avaliação por pares, editado desde 2012 pela UFPA em Bragança (Pará). O objetivo da publicação é fomentar a produção acadêmica nacional e internacional, ampliando debates sobre linguagens, literatura e ensino.

Acesse o site da Revista: https://periodicos.ufpa.br/index.php/apalavrada/index

O que significa AMBAGES na Língua Portuguesa?

A palavra ambages na Língua Portuguesa significa rodeios, evasivas ou subterfúgios, ou seja, quando alguém evita falar de forma direta, preferindo dar voltas ou usar meios indiretos para se expressar. É um substantivo feminino, cuja separação silábica é am-ba-ges. O plural é ambages.

Entre os sinônimos mais comuns estão: rodeios, evasivas, subterfúgios, circunlóquios e tergiversações.

Exemplos de utilização em frases:

Ele respondeu à pergunta sem ambages, direto e franco como sempre.

O relatório foi escrito sem ambages, expondo claramente os problemas da empresa.

Durante a reunião, o diretor falou sem ambages sobre a necessidade de cortes de gastos.

Assim, trata-se de uma palavra que remete à ideia de clareza ou, quando usada em negação, à ausência de rodeios na comunicação.


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Letras O e U: regras de uso no português para concursos

O emprego das letras O e U na língua portuguesa representa um dos desafios mais persistentes tanto para falantes nativos quanto para estudantes do idioma. Essa dificuldade não reside apenas na ortografia pura, mas na complexa relação entre a fonética (o som que produzimos) e a escrita formal. No Brasil, especialmente, a tendência de reduzir a pronúncia da vogal O para um som de /u/ em sílabas átonas finais cria uma zona de confusão que exige o domínio de regras gramaticais e, muitas vezes, o recurso à etimologia das palavras.

A regra fundamental para distinguir o uso de O e U começa pela análise da sílaba tônica e da origem da palavra. Em termos gerais, a letra O é utilizada em palavras cuja raiz latina ou de outra língua de origem já apresentava essa vogal. Um exemplo clássico são os verbos terminados em -oar, como abençoar, perdoar e magoar. Frequentemente, na fala coloquial, as pessoas pronunciam "magoar" como se houvesse um U, mas a escrita correta preserva o O. O mesmo ocorre com substantivos e adjetivos que terminam em -oso ou -osa, como bondoso, cheiroso e curiosa.

Um ponto crítico de confusão surge na conjugação verbal. É comum a dúvida entre o uso de O ou U no final de verbos. Uma dica prática reside na distinção entre o presente do indicativo e o pretérito perfeito. Na primeira pessoa do singular do presente, utilizamos o O (Eu amo, eu estudo, eu falo). Já o U aparece com frequência na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito de diversos verbos (Ele amou, ele estudou, ele falou). Aqui, o U faz parte de um ditongo decrescente que indica uma ação concluída no passado, enquanto o O final átono indica o tempo presente.

Além disso, existem prefixos e sufixos específicos que demandam uma grafia rígida. O prefixo -auto (que significa "a si próprio", como em autocrítica ou autoajuda) é sempre escrito com O. Já o prefixo -alto (referente a altura, como em alto-falante) também mantém o O, mas não deve ser confundido com o uso da letra U em palavras de origem estrangeira ou onomatopeias. Outro grupo importante é o das palavras terminadas em -u, que geralmente são oxítonas (a última sílaba é a mais forte) e de origem tupi, africana ou árabe, como caju, peru, urubu, bambu e Iguacu. Note que estas palavras não recebem acento agudo, a menos que o U forme um hiato tônico (como em baú ou Itaú).

A confusão entre O e U também é alimentada pela existência de variantes regionais de pronúncia. Em muitas regiões do Brasil, a palavra cortina pode soar como "curtina", ou mochila como "muchila". No entanto, a norma culta é rigorosa: escreve-se costume, cozinha, engolir, moleque e tossir com O, enquanto se reserva o U para termos como bueiro, camundongo, jabuti e tábua. A consulta ao dicionário torna-se essencial em casos de vocábulos que não seguem uma lógica de sufixo evidente.

Vale destacar o papel dos ditongos. O ditongo OU é muito comum na língua portuguesa (ouro, tesouro, couro), mas em várias regiões do país ele sofre um processo de monotongação, ou seja, passa a ser pronunciado apenas como O. Isso leva o escritor desatento a omitir o U na escrita. O caminho oposto também ocorre: a inserção de um U inexistente em palavras como bueiro (que muitos escrevem "boeiro") ou privilégio (que alguns confundem com "previlégio", embora aqui o erro seja com a letra E/I, o padrão de confusão vocálica é o mesmo).

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Pronomes pessoais: regras de uso na Língua Portuguesa

Os pronomes pessoais desempenham um papel vital na estrutura da língua portuguesa, atuando como os pilares que sustentam a coesão textual e a dinâmica da comunicação. Sua função primordial é substituir ou acompanhar os substantivos, referindo-se diretamente às pessoas do discurso: quem fala (1ª pessoa), com quem se fala (2ª pessoa) e de quem se fala (3ª pessoa). Sem eles, a linguagem seria repetitiva, exaustiva e careceria da fluidez necessária para a transmissão eficiente de ideias, especialmente em contextos formais como provas de concursos e redações.

Existem duas categorias principais de pronomes pessoais: os retos e os oblíquos. Os pronomes retos (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) exercem, na maioria das vezes, a função de sujeito da oração. Eles são os agentes da ação verbal, indicando claramente quem está executando o processo descrito pelo verbo. Por exemplo, em "Nós estudamos para o concurso", o pronome "nós" não apenas substitui os nomes das pessoas envolvidas, mas define a concordância verbal. É um erro comum em contextos informais o uso de pronomes retos em funções de objeto (como em "vi ele"), o que é estritamente proibido pela norma culta, que exige o uso do pronome oblíquo correspondente ("vi-o").

Os pronomes oblíquos, por sua vez, têm a função de complemento (objeto direto ou indireto). Eles se dividem em átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) e tônicos (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas, sempre precedidos de preposição). A função desses pronomes é garantir que a informação flua sem redundância. Se um texto menciona "O edital foi publicado" e, na frase seguinte, deseja dizer que o candidato leu o edital, o pronome entra em cena: "O candidato leu-o". Aqui, o pronome oblíquo "o" cumpre a função de objeto direto, substituindo o substantivo "edital" e mantendo a elegância do texto.

Além da substituição, os pronomes pessoais possuem uma função dêitica, ou seja, eles localizam os participantes no espaço e no tempo do enunciado. Quando alguém diz "Eu estou aqui", o pronome "eu" identifica o falante no contexto imediato. Essa capacidade de apontar para os referentes é o que permite que diálogos e textos narrativos sejam compreendidos. Em textos jurídicos ou administrativos, comuns em concursos, a precisão no uso dos pronomes é o que evita ambiguidades. Um "lhe" mal colocado pode fazer com que o leitor não saiba a quem uma decisão se refere, prejudicando a clareza do documento.

Outro ponto fundamental é a função dos pronomes de tratamento, que são tecnicamente pronomes pessoais, mas utilizados para se dirigir a alguém com diferentes graus de formalidade ou autoridade (como Você, Vossa Excelência ou Vossa Senhoria). Embora se refiram à 2ª pessoa (com quem se fala), eles exigem que o verbo seja conjugado na 3ª pessoa, uma peculiaridade da nossa gramática que frequentemente confunde candidatos.

Os pronomes pessoais são os "substitutos universais" que permitem a economia linguística. Eles evitam a fadiga do leitor ao eliminar repetições desnecessárias e estabelecem as relações de hierarquia e ação dentro de uma frase. Dominar suas funções, saber quando usar "eu" ou "mim", "o" ou "lhe", é mais do que uma regra gramatical; é uma ferramenta de clareza e poder argumentativo.

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