Revista Brasileira de História da Ciência abre chamada para propostas de dossiês temáticos

A Revista Brasileira de História da Ciência anunciou a abertura de inscrições para a seleção de dossiês temáticos que integrarão suas publicações a partir do volume vinte. Com o objetivo de promover debates relevantes e interdisciplinares no campo da história científica, a publicação selecionará até cinco propostas organizadas por grupos de pesquisadores doutores.

As propostas devem ser organizadas por uma comissão de dois a quatro pesquisadores com título de doutorado, vinculados a diferentes instituições de ensino ou pesquisa, nacionais ou internacionais. Os interessados precisam enviar um projeto detalhado contendo título, justificativa de quinhentas a mil palavras que demonstre a relevância e a originalidade do tema, além da lista completa dos artigos previstos para a coletânea. Cada dossiê deverá contar com quatro a oito artigos originais, acompanhados de seus respectivos resumos e dados dos autores, ficando vedada a inclusão posterior de textos não listados no envio inicial.

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O processo de submissão ocorre exclusivamente online até o dia 30 de setembro de 2026, por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela revista. A divulgação dos resultados está prevista para o dia 14 de outubro de 2026. Todos os textos submetidos passarão pelo fluxo editorial padrão da revista e, caso o conjunto aprovado ao final das avaliações não alcance o número mínimo de quatro artigos, os trabalhos aceitos serão publicados individualmente. Dúvidas sobre o processo seletivo podem ser enviadas para o correio eletrônico oficial da equipe editorial.

Mais informaçõeshttps://rbhciencia.emnuvens.com.br/revista/dossies

Chamada para publicação - Revista Diffractions abre chamada de artigos para número dedicado à estética e à ideologia da criação de mitos

A revista Diffractions, publicação acadêmica de acesso aberto voltada ao estudo da cultura e editada por doutorandos do Lisbon Consortium da Universidade Católica Portuguesa, anunciou a chamada de artigos para a sua décima terceira edição. Com o tema "The Aesthetics of Mythmaking: Narrative, Culture, and Power", o novo número é coordenado pelos editores-chefe Alyse Kaweng Fan e Thales Reis Alecrim.

A edição parte do pressuposto de que os seres humanos são essencialmente criaturas criadoras de mitos, inseridas em um processo cultural contínuo no qual histórias herdadas são reconfiguradas para refletir novos valores e contextos históricos. O objetivo da publicação é examinar tanto a dimensão estética da construção mitológica nas artes e na cultura popular quanto a sua dimensão ideológica como instrumento de poder e hegemonia, tomando como horizonte desde reinterpretações clássicas, como a do mito de Ozymandias, até figuras pop como o Super-Homem em suas conexões com o conceito nietzschiano de Übermensch e com mitologias nacionais.

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O conselho editorial convida os pesquisadores a submeterem propostas que explorem a interface entre a fabricação de mitos e temas como memória, discursos coloniais e descoloniais, invenção de tradições e identidades, mitopoesia, revisões feministas, além de abordagens filosóficas e psicológicas. Além das contribuições voltadas ao dossier temático, a revista também receberá artigos não temáticos em qualquer área das humanidades.

Os interessados devem enviar um resumo com extensão entre 150 e 250 palavras, acompanhado de cinco a oito palavras-chave, até o dia 31 de outubro de 2026 para o e-mail info.diffractions@gmail.com. Para os trabalhos selecionados na fase inicial, a submissão do texto completo, que poderá ser escrito em inglês ou português, deverá ser efetuada até 31 de janeiro de 2027 por meio da plataforma oficial da revista.

Mais informaçõeshttps://revistas.ucp.pt/index.php/diffractions/announcement/view/99

Quem é Heitor na Mitologia Grega?

Heitor é um dos personagens fundamentais da tradição mítica ocidental e da literatura épica da Grécia Antiga. Ilustre guerreiro e príncipe de Troia, sua existência mítico-literária foi registrada na Ilíada, de Homero e encarna a perspectiva do ideal heroico helênico.Diferente de muitos heróis, os quais possuíam um caráter individualista, cuja participação em guerras se fundamentava unicamente na busca por glória pessoal, a heroicidade de Heitor manifesta-se através do compromisso ético, da responsabilidade cívica e da devoção incondicional à família e à pátria.

Na genealogia e no contexto político de Troia, Heitor era o filho primogênito do rei Príamo e da rainha Hécuba. Esse status de descendente direto da linhagem real o colocava tanto como o herdeiro presuntivo do trono troiano, como também o comandante supremo das forças militares da cidade. Diante da fragilidade da velhice de Príamo, a liderança de Heitor assumia traços de regência prática. O mito sublinha a dualidade de sua vida pessoal e pública através de seu casamento com Andrómaca e do nascimento de seu filho, Astíanax, uma união que simboliza o afeto doméstico e a estabilidade social ameaçada pelo grande conflito com os aqueus.

A posição de Heitor na Guerra de Troia é marcada por um profundo senso de trágico dever.O estopim da conflagração não derivou de um ato seu, mas do rapto de Helena, rainha de Esparta, executado por seu irmão mais novo, Páris. Apesar de reprovar abertamente a atitude irresponsável do irmão e reconhecer a injustiça do ato que violava os preceitos sagrados da hospitalidade, Heitor recusou-se a abandonar sua gente e seu sangue. Ele assumiu a responsabilidade de defender a cidade, sabendo que a recusa em fazê-lo resultaria na destruição inevitável de sua civilização, no massacre dos cidadãos e na escravização das mulheres troianas, incluindo sua própria esposa.

Militarmente, o príncipe troiano era o equivalente mais próximo a Aquiles no campo de batalha. Descrito frequentemente com o epíteto de "domador de cavalos" ou o herói do "elmo flamejante", Heitor combinava vigor físico, astúcia tática e capacidade de incitar a coragem em seus homens. Sob o seu comando, a defesa de Troia não se limitou à preservação das muralhas erguidas por Apolo e Posídon; o herói liderou investidas audaciosas que impulsionaram o exército troiano até o acampamento grego. Em tais investidas, suas tropas conseguiram romper as fortificações inimigas e alcançar os próprios navios das forças aqueas, ameaçando incendiar a frota adversária e cortar a via de retorno dos invasores.

Como mencionei acima, o maior destaque é, sem dúvida, seu perfil ético, ressaltado em episódios célebres do poema homérico. Um dos momentos mais comoventes ocorre no reencontro entre Heitor, Andrómaca e o pequeno Astíanax junto às Portas Cias. Quando a criança chora assustada com o elmo de bronze de crina de cavalo que o pai ostenta, Heitor retira a peça de proteção para abraçar o filho e roga aos deuses para que o jovem venha a sobressair em glória e honra ainda maiores que as do próprio pai. Há também o célebre combate contra Ájax Telamônio, um duelo monumental travado durante um dia inteiro que terminou sem um vencedor claro. Ao final desse embate, ambos demonstraram mútua admiração pelo valor cavaleiresco e trocaram presentes respeitosos: Heitor ofertou sua espada e Ájax entregou-lhe o seu cinto.

A reviravolta trágica na trajetória de Heitor ocorre quando a guerra se aproxima do seu ponto crítico. Durante a ofensiva troiana contra os navios gregos, o guerreiro mata Pátroclo, o companheiro mais próximo e amado de Aquiles, que havia entrado na batalha usando a armadura do herói mirmidão para conter o avanço inimigo. A morte de Pátroclo desperta a fúria de Aquiles, que abandona sua greve e retorna ao combate tomado por um sentimento de vingança irrefreável.

Consciente de seu destino e abandonado progressivamente pela proteção dos deuses, até mesmo por Apolo, que o favorecera em diversos momentos, Heitor decide permanecer fora das muralhas de Troia para enfrentar Aquiles individualmente. O duelo final entre os dois maiores guerreiros daquele ciclo mítico termina com a morte de Heitor pelas mãos de Aquiles, que, tomado pelo desespero e pela cólera, profana brutalmente o cadáver do príncipe troiano, atando-o ao seu carro de guerra e arrastando-o pela poeira ao redor dos muros da cidade diante dos olhos desolados da família de Heitor.

O rei Príamo, já muito idoso, foi movido por uma dor profunda, a qual o fez dirigir-se ocultamente ao acampamento grego à noite para suplicar a Aquiles pela devolução do corpo do filho. O encontro entre o pai enlutado e o assassino do heroico príncipe resulta em uma das passagens mais tocantes da mitologia grega, resultando na entrega do cadáver de Heitor e na concessão de uma trégua de doze dias para que Troia pudesse render ao seu defensor as devidas honras fúnebres. A Ilíada encerra-se exatamente com os ritos fúnebres de Heitor, consolidando sua memória tanto como uma vítima da guerra como o verdadeiro paradigma do dever moral, da piedade familiar e do amor incondicional à pátria.

Referências Bibliográficas

COMMELIN, P. Mitologia Grega e Romana. 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Garnier, 2025.

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GRIMAL, P. Dicionário da mitologia grega e romana. [Tradução de Victor Jabouille]. 7ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1993.

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HOMERO. Ilíada. Tradução de Frederico Lourenço.1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

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O que significa Libido para a Psicanálise?

No âmbito da psicanálise, o conceito de libido não está atrelado, fundamentalmente, à atividade genital ou ao impulso biológico de reprodução, e sim à energia quantitativa e qualitativa das pulsões ligadas a tudo o que pode ser abrangido pela palavra amor. Ela é a força motora do aparelho psíquico, o alimento das nossas vinculações afetivas, da criação artística, do trabalho e até mesmo da preservação da própria vida.

A utilização do termo remonta aos primeiros momentos da metapsicologia freudiana, em que o médico vienense buscava explicar o funcionamento das neuroses e as manifestações do inconsciente. Em seus primeiros escritos, Freud percebeu que as afecções psíquicas, como a histeria e a neurose obsessiva, estavam profundamente enraizadas em conflitos de ordem afetivo-sexual. A libido surge, nesse horizonte, como a manifestação dinâmica da pulsão sexual no psiquismo. Diferente do instinto animal, que é rígido e possui um objeto pré-determinado pela biologia para a conservação da espécie, a pulsão humana é flexível, sem rumo fixo e inteiramente moldada pela história singular do indivíduo. A libido é, portanto, a energia dessa pulsão que busca necessidade de satisfação, deslocando-se por diferentes representações mentais.

O desenvolvimento dessa energia no indivíduo não ocorre de forma abrupta na puberdade, como se acreditava no século XIX, mas se inicia nos primeiros momentos da vida infantil. A descoberta da sexualidade infantil por Freud causou um imenso escândalo na sociedade de sua época, justamente porque a cultura ocidental associava a sexualidade exclusivamente à procriação dos adultos. Na teoria psicanalítica, o recém-nascido é compreendido como um ser perverso polimorfo, cuja libido está originalmente dispersa e se satisfaz no próprio corpo por meio de diferentes zonas erógenas. A boca, através da amamentação e do ato de sugar, torna-se a primeira sede dessa satisfação libidinosa na fase oral. Posteriormente, a atenção e a carga energética se deslocam para a região anal e, em seguida, para a fase fálica, onde tem origem as grandes questões sobre a diferença sexual anatômica entre meninos e meninas, e o complexo de Édipo.

O complexo de Édipo representa um marco fundamental na estruturação da libido e na constituição da subjetividade. É nesse momento que a energia pulsional, até então desorganizada e autoerótica, direciona-se massivamente para objetos externos, especificamente as figuras parentais. A forma como o sujeito atravessa as interdições e os desejos edípicos determina a organização final de sua vida afetiva e psíquica. A libido sofre o processo de recalque, sendo em parte reprimida e empurrada para o inconsciente, enquanto outra parcela é canalizada para a aprendizagem, a socialização e a cultura durante o período de latência, reaparecendo com renovada intensidade na puberdade, sob a organização do primado genital.

Entretanto, o conceito de libido passou por revisões profundas ao longo da evolução do pensamento freudiano. Uma das transformações teóricas mais significativas ocorreu com a introdução do conceito de narcisismo. Ao observar fenômenos como a psicose, na qual o indivíduo retira os investimentos afetivos do mundo exterior e se fecha em um delírio grandioso, Freud compreendeu que a libido podia ser endereçada tanto para objetos externos quanto para o próprio ego. Surge assim a distinção entre a libido objetal e a libido narcísica. Na primeira, a energia psíquica é lançada para fora, alimentando os laços amorosos, os projetos e a relação com os outros; na segunda, a energia é direcionada e retida no próprio eu, servindo como base para a autoestima e a preservação do sujeito. Há um vaso comunicante entre essas duas modalidades: quanto mais libido se investe no mundo externo, menos sobra para o ego, e vice-versa, revelando o delicado equilíbrio psíquico necessário para a saúde mental.

Com o avançar de seus estudos e diante das tragédias da Primeira Guerra Mundial, Freud percebeu que a teoria pulsional centrada unicamente na oposição entre pulsões de auto-conservação e pulsões sexuais era insuficiente para explicar a compulsão à repetição e a destrutividade humana. Surge então a última e mais radical reformulação da metapsicologia, na qual o psicanalista contrapõe as pulsões de vida, nomeadas como Eros, às pulsões de morte, chamadas de Thánatos. Nesse novo arranjo conceitual, a libido permanece como a energia vital de Eros, responsável por unir, criar laços, conservar a matéria viva e construir sínteses psíquicas cada vez mais complexas. Por outro lado, a pulsão de morte tende à desintegração, ao desligamento e ao retorno ao estado inorgânico. Na vida psíquica cotidiana, essas duas forças raramente atuam de forma isolada; elas encontram-se constantemente intrincadas, de modo que a libido atua frequentemente moderando, erotizando e retrabalhando a destrutividade inerente à pulsão de morte.

A flexibilidade e a capacidade de deslocamento da libido são as características que permitem a existência do que chamamos de civilização. O processo de sublimação é o exemplo mais bem-sucedido dessa plasticidade. Através da sublimação, a energia libidinal é desviada de seu alvo originalmente sexual e reorientada para fins socialmente valorizados, como a produção artística, a investigação científica e o trabalho intelectual. Sem a capacidade de sublimar a libido, o ser humano permaneceria refém de exigências pulsionais imediatas, inviabilizando a convivência social regida por leis e normas culturais. A cultura, contudo, cobra um preço alto por essa renúncia: ao restringir as vias de satisfação direta da libido, gera um mal-estar estrutural no indivíduo, que precisa constantemente negociar o equilíbrio entre suas necessidades pulsionais internas e as exigências do mundo exterior.

Quando essa negociação falha e os caminhos de descarga da libido são bloqueados por conflitos não resolvidos, o psiquismo recorre a mecanismos de defesa e a vias regressivas. A fixação da libido em etapas anteriores do desenvolvimento infantil faz com que a energia fique retida em pontos de trauma ou de insatisfação do passado. Diante de frustrações no presente, a libido reverte seu fluxo, retoma essas fixações antigas e expressa o conflito latente sob a forma de sintomas neuróticos. O sintoma é, em última análise, um substituto e uma forma empobrecida de satisfação libidinosa conciliada com as exigências da censura psíquica. O indivíduo sofre porque sua energia vital está aprisionada em um labirinto inconsciente de repetições, impedindo-o de amar e trabalhar plenamente.

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No espaço analítico, através da associação livre de ideias por parte do paciente e da escuta flutuante do analista, tem-se o cenário para o surgimento da transferência. A transferência nada mais é do que o redirecionamento da libido do paciente para a figura do psicanalista. O sujeito projeta no terapeuta as cargas afetivas, os desejos, as expectativas e as frustrações que outrora vivenciou com suas figuras parentais. Ao acolher esse investimento libidinoso sem julgamentos morais e sem responder às demandas como o objeto infantil esperava, o analista permite que o paciente torne consciente o que estava recalcado. A análise não visa extinguir a libido, mas sim libertá-la das fixações sintomáticas, permitindo que o sujeito restabeleça o livre fluxo de sua energia psíquica e invente novas formas de desejar e existir no mundo.

Outros autores que sucederam Freud expandiram e modificaram as noções relativas à economia libidinal. Carl Gustav Jung, em um movimento que culminou em sua ruptura com a psicanálise ortodoxa, propôs uma ampliação do conceito, "dessexualizando" a libido e definindo-a como uma energia vital psíquica geral, comparável ao conceito de energia na física. Freud, no entanto, sustentou firmemente a especificidade sexual da libido, argumentando que diluir o termo em uma força vital genérica retiraria da psicanálise a sua maior descoberta: a determinação inconsciente dos conflitos sexuais na gênese do sofrimento humano. Jacques Lacan, por sua vez, releu o conceito à luz da linguística estrutural, articulando a libido com o conceito de desejo e com a falta estrutural do sujeito, mostrando como a energia pulsional circula através do significante e se articula na linguagem.

Referências Bibliográficas

FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Tradução de Paulo César de Souza. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

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FREUD, Sigmund. (1914-1916). Introdução ao narcisismo, ensaios de metapsicologia e outros textos. Tradução de Paulo César de Souza. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, vol. 12.

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FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. Tradução de Paulo César de Souza. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

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LACAN, Jacques. O Seminário, Livro 11: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.

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LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da psicanálise. Tradução de Pedro Tamen. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2022.

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Revista Esfera abre chamada de artigos para dossiê especial sobre o legado de Edgar Morin na Comunicação

A Revista Esfera convida pesquisadores e a comunidade acadêmica a enviarem contribuições para a sua edição de número 39, dedicada ao tema "Edgar Morin e a Comunicação". Sob a coedição de Gustavo de Castro, da Universidade de Brasília, e Florence Dravet, da Universidade Católica de Brasília, a publicação busca destacar o papel constitutivo do pensamento moriniano na consolidação dos estudos comunicacionais, indo além de sua consagrada atuação nos campos da complexidade e da transdisciplinaridade. Os autores interessados podem submeter trabalhos como artigos, entrevistas, traduções e ensaios visuais até o dia 30 de abril de 2027, com previsão de publicação do volume para até 31 de agosto de 2027.

O dossiê lança luz sobre a relação histórica e intelectual do pensador com o ecossistema da mídia, desde sua atuação prática no jornalismo e na criação de revistas emblemáticas como a Communications até suas pesquisas pioneiras sobre cinema, cultura de massa e desinformação. O objetivo é demonstrar como o autor antecipou concepções fundamentais sobre ambientes digitais e processos simbólicos, oferecendo uma matriz epistemológica indispensável para interpretar o cenário contemporâneo de incertezas, proliferação informacional e transformações sociais.

As submissões podem abordar diversos eixos temáticos vinculados à obra do sociólogo francês. Entre os tópicos sugeridos pela equipe editorial estão a teoria culturológica, a indústria cultural e as estrelas de cinema, as relações entre estética, imaginário e mídia, o pensamento complexo aplicado aos processos simbólicos e a transdisciplinaridade. Além disso, há espaço para investigações que cruzem a ecologia da ação com a comunicação ambiental, reflexões sobre cultura digital, ética, cidadania planetária, educação e humanismo, bem como estudos focados na sociologia do presente ou em outros aspectos correlatos ao vasto acervo conceitual deixado por Edgar Morin.

Mais informaçõeshttps://portalrevistas.ucb.br/index.php/esf/announcement/view/149

Revista Metamorfoses abre chamada de artigos em homenagem a António Lobo Antunes

A revista Metamorfoses anunciou a abertura de submissões para a sua edição número 23.2, dedicada integralmente a celebrar a trajetória e o legado de António Lobo Antunes. Considerado uma figura incontornável da literatura portuguesa contemporânea, o escritor destacou-se por uma produção densa com mais de quatro décadas de extensão, marcada pelo ousado refinamento estético, pelo uso visceral do lirismo combinado à acidez e pela construção de narrativas polifônicas complexas.

O número especial convida pesquisadores a enviarem trabalhos que analisem a rica fortuna crítica do autor, cuja obra segue inspirando estudos acadêmicos no Brasil, em Portugal e em diversos países onde foi traduzido. A organização do volume está a cargo das professoras Ângela Beatriz de Carvalho Faria, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Claudia Maria Amorim, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Os interessados em contribuir para esta homenagem acadêmica devem submeter seus artigos até o dia 15 de setembro de 2026. A previsão de publicação da edição é para janeiro de 2027.

Mais informaçõeshttps://revistas.ufrj.br/index.php/metamorfoses/announcement/view/1223