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"Depois de certo tempo juntas, algumas pessoas resistem em admitir que o relacionamento talvez já tenha chegado ao fim há muito tempo, simplesmente porque a dor de estar só, às vezes, parece maior do que a de estar decepcionado, mas com alguém. A verdade é que alguns relacionamentos precisam da maturidade de um término saudável, ao invés do lento, desgastante e doentio abandono silencioso. Nem sempre, conseguimos evitar o corte, mas podemos minimizar a quantidade de pontos e, consequentemente, o tamanho da cicatriz." — Frederico Lima
"Todo término, queira admitir ou não, machuca e deixa uma cicatriz. Uns fazem de suas marcas tanto uma lembrança dos momentos bons, como um aprendizado em relação ao que deve ser melhorado em si mesmo e o que evitar se permitir passar em uma possível relação futura; outros, no entanto, apegam-se às lembranças de uma forma tão forte, que acabam revivendo-as dia após dia, inclusive em outros relacionamentos, feito criança que sofre uma queda e, pouco tempo depois, mesmo sabendo que não deve mexer na casquinha da ferida, acaba sempre mexendo e fazendo com que ela demore mais para sarar. Quando um relacionamento termina, todo mundo volta a ser a criança que um dia foi, chorando (seja por dentro ou por fora) pelo machucado no joelho/coração, mas, diferente de uma criança real, não é com o dedo que nós, adultos, cutucamos a ferida, e sim com uma pergunta que teimamos em repetir para nós mesmos sempre que lembramos/sentimos o machucado: como poderia ter sido?"   — Frederico Lima

Frederico Lima

  Não deu certo? Tudo bem também. A vida é assim mesmo. Nem sempre conseguimos as coisas no momento e do jeito que queremos. É difícil lidar com isso? Sim. Mas os momentos difíceis, apesar de dolorosos, também são necessários para que possamos nos tornar pessoas melhores. Quer uma prova? Preste bastante atenção à sua volta, então perceberá que as pessoas mais incríveis são aquelas feitas de superação e isso que chamamos de felicidade não é uma conquista material, e sim uma eterna tentativa. — Frederico Lima
"Ainda dói, eu sinto isso, mas já estou conseguindo viver sem você no meu mundo. No começo (depois do fim), foi muito difícil lidar com tudo isso, com a distância, com o fato de o smartphone não tocar à noite, de não ouvir o som das mensagens chegando e ter que ficar horas e mais horas acordada, lembrando que, quando estávamos juntos, chegávamos a conversar durante quatro horas seguidas, todas as noites. No começo, não sabia o que fazer quando chegava aquele momento da noite que era só nosso, em que, mesmo estando longe, a gente sentia como se estivéssemos perto um do outro." Do livro Quando o amor envelhece , de Frederico Lima , 2018.

Frederico Lima

  "Enquanto a chuva cai lá fora, aqui dentro eu sigo tentando compreender tudo isso. E, por agora, penso que é melhor entender que essa sensação faz parte de algum tipo de amadurecimento, uma autoanálise necessária ou, quem sabe, parte de um processo de resiliência, que nos faz olhar para dentro e enxergar que o corte foi feio, mas que está cicatrizando." — Frederico Lima