"Todo término, queira admitir ou não, machuca e deixa uma cicatriz. Uns fazem de suas marcas tanto uma lembrança dos momentos bons, como um aprendizado em relação ao que deve ser melhorado em si mesmo e o que evitar se permitir passar em uma possível relação futura; outros, no entanto, apegam-se às lembranças de uma forma tão forte, que acabam revivendo-as dia após dia, inclusive em outros relacionamentos, feito criança que sofre uma queda e, pouco tempo depois, mesmo sabendo que não deve mexer na casquinha da ferida, acaba sempre mexendo e fazendo com que ela demore mais para sarar. Quando um relacionamento termina, todo mundo volta a ser a criança que um dia foi, chorando (seja por dentro ou por fora) pelo machucado no joelho/coração, mas, diferente de uma criança real, não é com o dedo que nós, adultos, cutucamos a ferida, e sim com uma pergunta que teimamos em repetir para nós mesmos sempre que lembramos/sentimos o machucado: como poderia ter sido?"
— Frederico Lima
"Chamamos de sintoma analítico, em psicanálise, o sintoma incorporado ao processo de análise, isto é, quando o sintoma passa a ser analisado dentro do quadro/setting analítico, o qual começa a ser visto também sob a influência de processos inerentes à clínica, como é o caso da transferência." — Frederico Lima
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